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Vi congresso brasileiro de agroecologia II congresso latinoamericano de agroecologia


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VI CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROECOLOGIA

II CONGRESSO LATINOAMERICANO DE AGROECOLOGIA

9 a 12 de novembro 2009

Curitiba-PR/Brasil






Histórico e Estabelecimento da Rocinha do Alojamento M-1, UFRRJ/RJ


Resumo

A Rocinha surgiu pela demanda de alguns estudantes em melhorar seu local de moradia e de desenvolver iniciativas agroflorestais dentro do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRRJ, Seropédica, RJ. É uma área manejada desde 2000 pelo segundo andar do alojamento masculino M-1. Entre os anos de 2004 e 2008, junto ao GAE (Grupo de Agricultura Ecológica da Rural), foram realizadas cinco vivências na área, onde se constatou uma demanda por formação.

Em 2009 a Rocinha é um local de integração entre os estudantes, e trouxe enorme melhora na qualidade de vida de todos os andares do prédio.

Palavras-chave: autogestão, agrofloresta, discentes.

Contexto

A idéia de dar existência a Rocinha nasceu da observação diária pelas janelas dos quartos do segundo andar de uma paisagem erodida (figura 1). Entre os estudantes de alguns dos quartos surgiu a necessidade de se transformar aquele ambiente empobrecido e com isso, proporcionar um aumento na qualidade de vida dos moradores atuais, como também para os futuros estudantes que irão ocupar os quartos.


Nas conversas entre os moradores houve um consenso sobre os paradigmas enfrentados pela humanidade em relação aos meios de produção e organização da sociedade. Caporal e Costabeber (2007) relatam este sentimento de forma clara:

Concluímos que qualquer estratégia de desenvolvimento rural, que pretenda responder ao imperativo socioambiental do novo milênio considerando a noção de sustentabilidade em suas múltiplas direções somente poderá ter sucesso se estiver apoiado nos princípios desta nova ciência: a Agroecologia”



FIGURA 1. Início do estabelecimento da Rocinha.


A idéia é de que as atividades da Rocinha continuem sob um processo de autogestão, com o máximo de horizontalidade nas deliberações sobre o manejo da área, que deverá proporcionar bem estar a todos que freqüentam a universidade, estudantes ou não.
O local foi idealizado com os seguintes objetivos:
Para servir como um laboratório agroflorestal aberto e livre para quem desejar realizar suas idéias e experiências;
Para engajamento dos calouros do andar na continuidade do manejo, foram oferecidos trotes solidários na área;
Promover a integração do segundo andar e, futuramente, de todo o prédio;
Conscientizar a todos os moradores dos quartos do segundo andar para não jogarem lixo pela janela.

Descrição da Experiência

A Rocinha se encontra localizada em uma área adjacente ao Alojamento Masculino M-1 e CAUR (Cooperativa dos Alunos da Universidade Rural), dentro do campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, Brasil.


No início a área era povoada com diferentes gramíneas e possuía uma fileira de árvores ao longo do prédio do alojamento. Até o ano 2000, a manutenção da área era realizada pelos técnicos da UFRRJ com roçadeiras ou pequenos tratores e subsequente exportação da palha para outro local. Neste ano iniciou-se o estabelecimento da área da Rocinha. A primeira intervenção dos moradores do segundo andar foi o plantio em ilhas de frutíferas, com bananeiras (Musa sapientum), pés de amora (Morus nigra) e abacaxi (Ananas comosus) ao longo do prédio.
Em 2004, os quartos do segundo andar convidam o GAE (Grupo de Agricultura Ecológica da Rural) e acontece a 1ª Vivência Agroecológica na UFRRJ na área da Rocinha com apoio do GAE. Neste ano a área foi delimitada em torno de 1800 m² com mudas de eritrina (Erytrina sp) e gliricídia (Gliricidia sepium), houve uma limpeza e enleiramento da palha, preenchimento do espaço em ilhas com mudas de árvores pioneiras e outras frutíferas.
Após alguns meses, o capim colonião (Panicum maximum) cresceu e escondeu as mudas, que ainda pequenas, foram eliminadas juntamente com o capim numa limpeza de rotina da manutenção do campus. Os estudantes se reuniram junto aos técnicos e foi dada uma explicação sobre o projeto e manejo da área.
No ano de 2005, ocorreu a 2ª Vivência Agroecológica na UFRRJ, onde houve capina, limpeza e preenchimento das ilhas (figura 2) na Rocinha e também em outros locais da UFRRJ.
Neste ano ocorreu um vazamento da rede hidráulica do campus e conseqüente alagamento da área, no qual morreram várias mudas. Após este acontecimento, ao longo da rede hidráulica foi cavada uma valeta com profundidade média de 60 cm que funciona como dreno, e recebe a partir de então limpezas anuais.

FIGURA 2. 2ª Vivência Agroecológica na UFRRJ

Na 3ª Vivência Agroecológica na UFRRJ, no ano de 2006, com a área já estabelecida, houve a reunião de um mutirão muito expressivo e além das expectativas dos organizadores em torno da Rocinha, e com a participação de diversas pessoas não diretamente relacionadas a universidade, em que se inferiu sobre a demanda de formação e a crescente necessidade de laboratórios agroflorestais. As duas primeiras vivências até então somente havia reunido discentes da própria universidade, os moradores do segundo andar e grupos de dentro da universidade como a Associação Erva Doce e Grupo de Permacultura, além do GAE. Houve nesta vivência a participação dos grupos Capim Limão (UFRJ), Escola da Mata Atlântica/RJ, Verdejar/RJ, IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica/SP), MAE (Mutirão Agricultura Ecológica/UFF), GeoMata (UFRRJ), Casa da Floresta/RJ e Flor do Asfalto/RJ.
Concluiu-se a importância e potencial das Vivências Agroecológicas como um centro aglutinador de pessoas interessada em busca de informações para aplicar em suas próprias vidas e onde ocorre uma qualitativa troca e resgate dos mais diversos conhecimentos e idéias acumulados por todos participantes.
A 4ª e a 5ª Vivências Agroecológicas ocorreram nos anos de 2007 e 2008 respectivamente, com preenchimento da área com novas mudas. Os grupos novamente participaram das vivências.
A adubação verde com posterior incorporação tem sido prática corrente. As árvores de eritrina e gliricídia contribuem com aporte verde e são os limites vivos da área.
Entre as árvores são cultivadas diferentes plantas medicinais, herbáceas, olerícolas e para tempero.

Resultados

Atualmente as árvores promovem barreiras contra o vento e excesso de sol. Nos quartos do segundo andar houve um aumento do conforto térmico dos moradores, além de isolamento acústico.

O sistema foi estabelecido com mudas rejeitadas por viveiros por estarem fora dos padrões, e hoje são belíssimas árvores, além de atraírem a fauna, como insetos, pássaros e pequenos roedores.
Da Rocinha retiram-se raízes, madeira, plantas medicinais, temperos, frutos e alimentos para as pessoas e a fauna.
Ocorreu uma melhoria significativa na qualidade do solo, com o desenvolvimento de uma comunidade edáfica.
Os técnicos receberam breves orientações sobre a importância da não exportação da palha do local, e a conscientização do segundo andar para não se jogar lixo na área pela janela. Os calouros dos quartos contribuem na manutenção.
As Vivências Agroecológicas na UFRRJ mostraram que há demanda na sociedade por técnicas agroecológicas de manejo, e que é possível modificar o ambiente onde se vive e envolver as pessoas.
Houve uma transformação completa do local (figura 3), que possui hoje singular beleza cênica.
A Rocinha promove a integração dos estudantes, onde, além de receber um manejo comunitário, é um espaço para festas, luaus e confraternizações em geral.

FIGURA 3. Rocinha hoje.


Agradecimentos

A todos os discentes e grupos que participaram na elaboração e estabelecimento desta área ao longo destes oito anos.


Bibliografia

CAPORAL, Francisco Roberto; COSTABEBER, José Antonio. Agroecologia e extensão rural: contribuições para promoção do desenvolvimento rural sustentável. Brasília: MDA/SAF/DATER-2007. p.95.


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