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Mauro Kassow Schorr


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Título:
A Importância do Plantio e Comercialização de Ervas Medicinais produzidas em sistemas de Policultivos e na Permacultura
Autores: Eng. Agrônomo. Mauro Kassow Schorr e Bióloga Maristela Ogliari
E-mail: institutoanima@yahoo.br
Instituição: Instituto Anima de Cultura e Desenvolvimento Sustentável
ÁREA 1: Biologia e Agronomia (Cultivo, armazenamento, secagem, Biopirataria, Genética);
Termos: Agroflorestas ou Agroforestry systems, Agrossilvicultura ou Agrosilviculture, Permacultura ou permaculture
Endereço: Rua Servidão Jaborandi 900 – Campeche - Florianópolis – SC - CEP 88.065-035. Fone: 048 – 3338 2267 – 8442 7424
CNPJ da Entidade Executora : 81.172.926/0001- 66 - Ano de Formação: 1989
Sites: www.institutoanima.org e www.permaculturabr.ning.com
1. Título:
A Importância do Plantio e da Comercialização de Ervas Medicinais produzidas em Sistemas de Policultivos Agrícolas e na Permacultura no sul da Ilha de Florianópolis.
2. Resumo:
Buscamos investigar quais os mais importantes estudos relacionados ao tema “Policultivos Agrícolas”, e sua relação com sistemas agroflorestais, agrosilvopastoris e com a moderna ciência da permacultura, destacando-o com uma importante ferramenta para a agricultura familiar, na geração de novas alternativas de renda e de abundância alimentar, e sendo fundamental sua introdução no processo de agricultura moderna denominado de agronegócio, para atenuar seu severo impacto social e ambiental. O plantio, uso e múltiplas utilizações de mais de 60 espécies medicinais que estão sendo cultivadas serão abordados, bem como a forma de sua comercialização em ecofeiras, lojas e em nosso site, www.institutoanima.org. Parte de nossas conclusões e experimentações provem de nossas atividades práticas no Sitio Cristal Dourado, sede atual de nossa organização, o Instituto Anima de Cultura e Desenvolvimento Sustentável, no sul da ilha de Florianópolis. Palavras chaves: Policultivos, Permacultura, Saúde Integral.

3. Tema de investigação: Sistemas de cultivo agrícolas indígenas, quilombolas, alternativos, agroflorestais, agroecológicos, e permaculturais, que possam manter diversas espécies diferentes sendo cultivadas, em diferentes estratos, trazendo maiores alternativas de nutrição e de geração de renda, maior equilíbrio no controle de pragas e da influência do vento, erosão, stress hídrico, evapotranspiração, reciclagem de nutrientes, entre outros fatores, relacionando estas tecnologias e ciências modernas mais sustentáveis com uma abordagem mais holística, sistêmica, sobretudo com a qualidade de vida, nutrição saudável e a medicina preventiva.


4. Introdução:
Um bom exemplo de policultivos é da cultura indígena Marajoara, que existiu no estado do Pará, datada com pelo menos 2.000 anos de história, na Amazônia pré-colombiana. Avanços nas pesquisas arqueológicas e a releitura das crônicas dos primeiros viajantes indicam que havia grandes complexos populacionais ao longo dos rios principais. Essas sociedades tinham uma cultura material muito elaborada, e representavam um processo de desenvolvimento cultural de mais de 3.000 anos, alicerçado numa série de adaptações ao meio ambiente amazônico. Possuíam sistemas de produção agrícola baseados em um grande número de variedades de plantas cultivadas, nos quais o plantio de árvores frutíferas fazia parte, provavelmente contribuindo à diversidade e segurança alimentar. (Miller, Robert P. Sistemas Agroflorestais Indígenas na Amazônia: uma visão histórica. Agência de Cooperação Técnica a Programas Indigenistas e Ambientais. Brasília- DF).
Em um curso realizado na Fundação Anchieta em 1987, em Cuiabá, estado do Mato Grosso, Brasil, descreveu-se que grande parte da preservação milenar dos castanhais amazônicos provém da ação direta dos povos indígenas, e que os seus roçados, principalmente da etnia Kaiapó, possuem mais de 140 espécies diferentes sendo cultivadas em consórcio agroflorestal. (Posey, Darrell A. Manejo da Floresta Secundária, capoeiras e cerrados (Kaiapó). In: Ribeiro, Berta (Coord.). Suma Etnológica Brasileira. Petrópolis: Vozes/Finep, 1986, p. 173-185).
A sabedoria indígena é muito grande no manejo dos seus cultivares, pois algumas tribos colocam formigas incompatíveis ou “inimigas”, ou seja, de diferentes espécies, no formigueiro uma das outras, e assim elas trazem um menor nível de dano econômico, e costumam ainda, valorizar o cultivo da batata doce, por que ela cobre rapidamente o solo e afasta as principais ervas invasoras. Ainda mantêm pequenas árvores frutíferas em crescimento, as replantando nos roçados, e seleciona e mantêm em áreas estratégicas, espécies que são atrativas para a caça noturna, sobretudo.

Artesanato Indígena Pataxó com sementes de Pau Brasil e Tento Carolina

Um dos mais bonitos do mundo


Entre essas práticas, este manejo agroflorestal indígena, é a matriz também da agricultura das comunidades tradicionais caboclas ou coloniais, que não só propiciam o aumento da biodiversidade, mas também pela sua itinerância nos espaços territoriais, prescinde do uso de fertilizantes e agrotóxicos, além de estar pouco dirigida ao mercado, o que pressiona menos o ecossistema. (Bertho, Ângela. Os Índios Guarani da Serra do Tabuleiro e a Conservação da Natureza. Tese de Doutorado. Dpto. De Antropologia. UFSC. 2005 p.13).
As culturas indígenas, sendo dotadas de uma racionalidade diferenciada em sua visão de mundo e cosmologia, em que cultura e natureza se interrelacionam, são importantes aliadas para a construção de um manejo em que, saberes tradicionais e científicos pode contribuir para a sustentabilidade ecológica e cultural. Propõe-se a integração dos direitos indígenas, a valorização e o resgate de seus saberes tradicionais, especialmente os concernentes à sustentabilidade ecológica (Diegues, 2000, p.1-46; Roué, 2000, p.67-79; Castro, 2000, p.165-182; Colchester, 2000, p.225-256).

Casal da etnia Pataxó que trabalhamos 5 anos juntos
Há uma série de experiências no mundo sobre sistemas agroflorestais sucessionais. Conhecem-se, na literatura, vários exemplos de sistemas agroflorestais que apresentam a característica que nos remetem a identificá-los como que análogos aos ecossistemas locais, às florestas tropicais, e que a sucessão ou os princípios da sucessão ecológica estão presentes. Podemos citar como exemplo os diversos quintais agroflorestais, de comunidades tradicionais de ribeirinhos, quilombolas, caiçaras, dentre tantos outros; os sistemas de produção de algumas etnias indígenas da Amazônia, como os “Borá”, por exemplo, no Peru, apresentados por Devenam & Padosh, 1987; os “Kayapó”, da bacia do rio Xingu, por Posey, 1984 e 1987); e também as experiências com as chamadas florestas análogas (Analog Forest), desenvolvidas por NSRC (NeoSynthesis Research Centre), no Sri Lanka, pela rede coordenada pela Environment Liaison Centre International em Nairóbi, no Kenya, e formada por algumas ongs na Costa Rica, e pelo UNOCYPP – Equador. Esses sistemas agroflorestais buscam reproduzir a arquitetura e ecologia dos sistemas naturais, tendo como foco a identificação e incorporação de biodiversidade (Senayake & Mallet, 1997; Senayake & Jack, 1998; Senayake, 2001).
Os sistemas agroflorestais biodiversos, desenvolvidos com base nas experiências do técnico agroflorestal e cientista Ernst Götsch, que possui uma propriedade modelo no sul da Bahia – BR, são chamados por alguns pesquisadores de Sistemas Agroflorestais Regenerativos Análogos (Safra; Vaz, 2001).

Policultivos e início de SAF com Araçá e outras nativas

Aléia de Guandu à direita, no Sitio Cristal Dourado – Fpolis - SC


Os conhecimentos ou fundamentos de muitos desses sistemas agroflorestais sucessionais, que têm raízes em culturas milenares, não estão sistematizados, ou não se encontram explicitados. Frutos do empirismo, esses sistemas complexos funcionam, mas muitas vezes não se sabe como ou porque, e torna-se difícil reproduzi-los ou generalizá-los, ou ainda adaptá-los em condições distintas das de onde essas agroflorestas são originalmente encontradas. (Peneireiro, Fabiana. Fundamentos da Agrofloresta Sucessional).
E muitas vezes são sistemas que se tornam pouco eficientes no sentido da geração de renda, e um novo olhar pode ser realizado, potencializando-se alguns cultivos, combinando espécies até exóticas, diminuindo seu impacto ao ambiente nativo, e introduzindo novos ecótipos ou variedades, até quase extintas, e podemos enriquecer o solo com os chamados adubos verdes. (Schorr, M. K. Sistemas Agroflorestais para o Brasil. Instituto Anima. Itajaí. 2001. P.60).
Portanto, o primeiro passo é buscar no ecossistema do lugar, os fundamentos para a construção dos agroecossistemas. No caso das regiões amazônicas ou de mata atlântica, devemos nos inspirar nos ecossistemas de floresta tropical. Esse tipo de ecossistema apresenta alta biodiversidade, com plantas ocupando diferentes estratos, e grande quantidade de biomassa. Portanto, nessas regiões, os sistemas produtivos, para serem sustentáveis, deverão ser agroflorestas, biodiversas e multiestratificadas.
Uma floresta não é estática. Ela segue a dinâmica da sucessão natural, onde os consórcios das plantas são substituídos pelos subseqüentes. Assim, a construção de uma agrofloresta deverá seguir esses mesmos preceitos, aonde os consórcios das plantas agrícolas, combinadas com outras plantas de interesse econômico, nativas ou não, vão se seguindo, de acordo com o tempo de vida das plantas, ocupando da melhor maneira possível o espaço vertical, ou seja, de forma que haja diferentes estratos.

Aldeia Indígena Walmiri Atrori – Amazonas - Brasil
Numa floresta encontram-se plantas bem próximas uma das outras, desenvolvendo-se muito bem, donde concluímos que as plantas não competem entre si desde que a combinação delas seja adequada. Dessa forma, as agroflorestas, que também podem ser chamadas de florestas de alimentos ou florestas de produção, buscam produzir alimentos e outras matérias-primas a partir de um tipo de sistema de produção que se assemelha a uma floresta biodiversa em estrutura e função.
Aqui é o detalhe mais importante: qual tipo de combinação teremos para os primeiros anos, e para uma idade clímax natural, de mais de 20 anos após o início do manejo? É preciso muita observação da realidade etnobotânica local, da preferência dos mercados, dos hábitos da fauna e da cultura nativa.
Podemos lutar contra o aparecimento natural das florestas, mas esta é a tendência natural do planeta, é sua forma natural de repovoar-se e abastecer-se novamente de todo o seu potencial vital. Na permacultura, temos as zonas I a V, e as florestas normalmente são bem vindas na zona V. Na biodinâmica se reserva áreas onde a entrada de seres humanos não se faz possível. A idéia é manter zonas totalmente selvagens, para que a vida do planeta seja mantida livre da influência de nossa civilização. Isto é importante para o equilíbrio do ecossistema e das bacias hidrográficas, e a real preservação da vida para as novas gerações.
Nossa intenção é trazer mais o componente florestal para perto das estradas, quintais, lavouras, hortas, cercas, rios, nascentes, para que possamos neutralizar principalmente os níveis muito assustadores do efeito estufa em nossa atmosfera e realidade ambiental atual em todo o planeta. E que isto seja à base da formação de uma nova mentalidade em todo o planeta. Na verdade, este nosso mundo é um “belo jardim do éden”, com a riqueza natural que possui, simplesmente poderíamos nos tornar crudívoros e frugívoros, como é a moda do slow food atual, poeticamente "um dia aposentadoríamos as enxadas, deixando os pássaros plantarem as sementes que eles se alimentam". Isto ocorre em alguns locais, como modernas ecovilas, mas pode representar algo que não queremos enfrentar, compreender e viver. Mas de certo modo, seja o ápice de nossa evolução cultural e espiritual em nossa rápida passagem pela terra.
Para isso, compreender o funcionamento da floresta e sua dinâmica é fundamental, e a sucessão natural é o princípio que deve orientar a elaboração e as intervenções no sistema. Podemos começar a compreender os princípios sucessionais quando observarmos que uma área degradada, depauperada pelo ser humano, e considerada improdutiva em termos agrícolas, quando fica em pousio, a própria vegetação, fauna e microrganismos ou seres muitas vezes considerados, pelo ser humano como pragas, plantas daninhas, recuperam o solo e então o(a) agricultor(a) pode voltar a produzir alimentos naquele local, ou seja, os seres vivos atuam no sentido de aumentar os recursos vitais e nutricionais para a vida no lugar.

Sitio dos Sonhos, uma ecovila em São Bonifácio - SC
Uma das características universais de todo o ecossistema é a mudança contínua a que está submetido (Gomez & Wiechers, 1976). O processo clássico de sucessão secundária envolveria a substituição de grupos de espécies ao longo do tempo, à medida que estes predecessores fornecessem condições mais favoráveis ao desenvolvimento das espécies já presentes na área, com crescimento lento e estabelecimento de espécies mais tardias (Egler, 1954).
Mas estabelecer um sistema agroflorestal, não significa abandonar a área e a visitar a cada seis meses, é um processo de manejo contínuo, potencializando todas as áreas por metro quadrado. Então, se mudas morrem, ou estão fracas, se substitue e se aduba, corretamente.
Diversas tendências estruturais são esperadas ao longo do processo sucessional, como o aumento da diversidade, da eqüabilidade, do número de estratos, etc., à medida que a comunidade atinge um nível estrutural mais complexo (Odum, 1969). Além do aumento da biodiversidade, são notáveis as transformações ambientais no decorrer da sucessão, como a transferência de nutrientes livres do solo para a comunidade biótica ao longo do processo, reduzindo sua perda; a melhoria da estrutura edáfica pela produção de matéria orgânica, além de modificações do microclima (Gomez & Vasquez ,1985).
Segundo Götsch (1995), sucessão natural é um processo que pressupõe mudança da fisionomia e das populações no espaço e no tempo, no sentido de aumento de qualidade e quantidade de vida. Nos estudos sobre sucessão ecológica observamos que são consideradas apenas as espécies arbóreas e praticamente são desprezados os outros portes vegetais. Da mesma forma, poucos são os autores que correlacionam a vegetação com a fauna, e mais especificamente, com a fauna do solo.
Sabe-se, por exemplo, que à sucessão das espécies vegetais acompanha a sucessão animal e também da fauna do solo. Lal, 1992, estudando a sucessão da fauna do solo em área degradada, em processo de recuperação, identificou diferentes estágios, sendo que, em áreas degradas, com micro-clima quente, seco, com pouca cobertura vegetal, há predomínio de colêmbolas; havendo o aumento de serrapilheira há presença, em alta densidade de larvas de dípteros, colêmbolas, carabídeos predadores e aranhas, podendo haver uma população mínima de minhocas; quando vai se avançando na sucessão, com crescente produção de matéria orgânica, há predomínio de minhocas epigeicas, seguido das anécicas, culminando com um notável aumento da atividade da fauna saprófaga.

Cobertura de Mucuna sp, adubo verde, Sitio Cristal Dourado
Em estudo comparativo entre sistema agroflorestal sucessional implantado por Ernst Götsch e uma capoeira de mesma idade, observaram-se que as intervenções acabam por acelerar o processo sucessional. Com relação à fauna de solo observou-se essa tendência, predominando espécies predadoras na mesofauna do solo da área de capoeira enquanto que na área de agrofloresta as espécies saprófitas eram as mais abundantes, tendo sido encontrado inclusive minhocuçu (Rinodrillus sp.) (Peneireiro, 1999)
Se fizéssemos uma experiência simples: se identificássemos capoeiras de diferentes idades, próximas umas das outras, sobre mesmo tipo de solo, posição do relevo e histórico de uso, e delimitarmos pequenas parcelas de 25 m2, onde quantificaríamos, em cada uma delas, o número de espécies e o número de indivíduos por espécie, observaríamos que, conforme aumenta a idade da vegetação da parcela, o número de espécies se eleva e a densidade de indivíduos por espécie diminui.
Utilizando desse importante ensinamento da própria natureza, conclui-se que é importante, na implantação das agroflorestas, que as espécies sejam introduzidas em alta densidade e alta biodiversidade. A introdução de árvores em alta densidade, em conjunto com as espécies de ciclo de vida curto e médio, reduz inclusive a mão-de-obra e viabiliza o bom desenvolvimento das plantas, caso contrário, poderá haver um combate insano contra as “ervas daninhas”, que indubitavelmente surgirão para ocupar o espaço desocupado.

Açaí na Floresta amazônica - Pará - Brasil


Modernos Conceitos de Policultivos e de Sistemas Agroflorestais - SAFs
“Sistemas Agroflorestais” ou SAFs são sistemas de uso da terra que buscam aproveitar ao máximo as condições ambientais e ecológicas presentes em um ambiente produtivo agrícola e que para isso consorciam ou combinam espécies compatíveis e de interesse agronômico e ecológico em diferentes estratos e composições vegetais. Os objetivos de produção e de utilização culturais, níveis de utilização radicelar dos solos ou da profundidade de penetração de suas raízes, proteção e regulação da etologia ou do comportamento das pragas e agentes biológicos, entre outros são demais funções e cuidados que estes sistemas de produção agrícolas utilizam para serem com ampla eficiência implementados. (Schorr, M. Fundação Cidade da Paz, Brasília, DF, 1992).
“Sistemas Agroflorestais” são aqueles sistemas que aumentam o rendimento e o melhor aproveitamento de uma área agrícola, combinam a produção de culturas agrícolas, espécies florestais e animais simultaneamente ou em seqüência, na mesma unidade de área, e ainda empregam práticas de manejo compatível com as práticas da população local. (Kopijni, A.). Um dos principais agrossilviculturistas da atualidade, é holandês, fez sua formação na Índia, é um consultor internacional nesta área e vive em Botucatu, na Comunidade Demétria - SP).
“Sistemas Agroflorestais” são formas de uso e manejo da terra, nas quais árvores e arbustos são utilizados em associação com cultivos agrícolas e/ou animais, numa mesma área, de maneira simultânea ou numa seqüência temporal. (Dubois, Jean, Talvez o maior especialista brasileiro em sistemas agroflorestais para a Amazônia e preside uma ong chamada de REBRAF- Instituto Rede Brasileira Agroflorestal - RJ).

Os “Sistemas Agrossilvipastoris” são aqueles sistemas onde existe a interrelaçåo entre os componentes da produção agrícola, florestal e animal (Baggio, A., Centro Nacional de Pesquisa de Florestas, EMBRAPA, Colombo - PR. É um engenheiro-florestal, doutor em Sistemas agroflorestais na Espanha).


Sistemas Agroflorestais é um manejo sustentável da terra que permite incrementar a produção total combinando agricultura, produção de árvores florestais e frutíferas e ou animais simultaneamente ou seqüencialmente, e que seja compatível com o padrão cultural da região (Bene et al., 1977).

Tab.1.0. Consorciações possíveis e Conceituação

dos Sistemas utilizados em Agrosilvicultura

(Adaptado de Combe; Budowski - CATIE)




Cultivos Agrícolas

Florestas

Pecuária



Cultivos Agrícolas, Pomares, Árvores

Árvores Perenes, recomposição da Flora, escolha de espécies econômicas




Criação Animal, Pastos, Fenação


Sistema Silvo-agrícola

Sistema Agrossilvopastoril





Sistema Silvo-pastoril


Evolui para Sistema Agroflorestal

Torna-se um Sistema Permacultural




Evolui para uma Permacultura com Animais




Cultivo em Aldeias,

Agricultura Familiar e

Empresarial

Cultivos Múltiplos

Policultivos

Aléias

Árvores Frutíferas em Lavouras, Tanques, etc

Árvores que fertilizam

os solos Florestas Sustentáveis

tradicionais e modificadas

Florestas Medicinais

Reprodução de Climax

Novas espécies

Apicultura, Animais Silvestres





Pastoreio e produção de forragem em plantações florestais. Pastoreio e produção de Pastos complexos, com Cercas Vivas e Arborização. Aléias para a produção de Forragem




Hortos Agrícolas

Extrativismo Sustentável

Permacultura Abundante



Quebra-ventos, Quebra-fogos

Madeira para Construção, Lenha

Plantas Ornamentais

Cogumelos, Mel




Bancos de Proteína

Múltiplos Pastos

Adubos Orgânicos


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