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«De cânones e canões» Uma velha Galescola: «As Escolas do Ensinho Galego» (I)


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«De cânones e canões» - Uma velha Galescola: «As Escolas do Ensinho Galego» (I)
Terça, 30 Maio 2006 (7:00)



Por Ernesto Vázquez Souza

«Seja logo a escola o lar da Galicia. E que todo desde o lêr até o insino mais alto fágase pensando que o saber soio val»



J. V. Viqueira, «A nossa escola», A Nosa Terra, 30-8-1917

Talvez sejam estes tempos indicados para fazer memória. Talvez nas recordações podamos manifestar o nosso actual estuporamento e evidenciar práticas lamentáveis que não só atentam contra a inteligência, contra a cidadania, contra o reintegracionismo, senão já e directamente contra a mesma tradição galeguista.


[+...]

Tenho que confessar que a primeira vez que eu escutei falar da existência de uma escola laica, em galego e moderna foi, há 11 anos, na boca de um dos mais perigosos reintegracionistas e encantadores cidadãos que nunca conheci.

Com motivo do centenário do nascimento de Ánxel Casal, Júlio Cuba, professor daquela do Instituto Monte Alto (agora Ánxel Casal), organizara uma série de actos e conferências que resultaram muito emotivas pola participação -canda algum estudioso- de testemunhas de excepção: Manuel Casal Agra, irmão de Ánxel silenciado por 60 anos, Elvira Varela Bao, filha de Bernardino Varela e da valente mestra republicana, galeguista e feminista Elvira Bao, Antón Galán Calvete, irmão do genial e brilhante Pedro (mártir), Avelino Pousa e Jenaro Marinhas del Valhe.

Aquela série de conferências ante um público misturado de rapazes de instituto, pessoas do mundo da cultura e crunheses saídos como de catacumbas teve momentos electrizantes. Um mundo poderoso e desconhecido abrolhava na palavra daquele pessoal tão fascinadoramente moderno apesar de que passava compridamente dos 70.

Depois duma palestra, na hora dos vinhos, sempre gratos às confidências, lembro Marinhas falando com aquela paixão maravilhosa com que evocava, das «Escolas do Insinho Galego» (1924-31).

Pouco depois, publicaria um texto que nalgum dos seus trechos recolhe aquelas suas palavras que agora lembro (ao igual que o sabor do vinho, a sua gabardina, tenra voz e branco cabelo). Nunca será o mesmo, mais penso que nestes tempos tão agitados merece a pena recuperar este parlamento.

Deixo a voz do sempre saudoso Marinhas, para introduzir este tema, que tratarei de completar em breve (Isto é: continuará).

Casal Pedagogo

A diferéncia das cidades interiores, nas que o campo, o ambiente rural, entra-lhes polos quatro pontos cardinais, o tómbolo corunhes, rodeado de mar por tres quartas partes do seu perímetro, só mantém comunicaçom con esse ambiente que constiue a grande reserva de galeguidade (que ralea em quanto que toma contacto com asfaltos e cimentos urbáns) por um estreito istmo e ista circunstáncia geográfica dá cidade, para quem a visita com superficial mirada turística, um certo carácter de alheamento do autóctono ser galego, alheamento que é mais aparente que real e que em mais de umha ocasom se tem salientado com pouco amistosas intençons por gentes de escasas e ainda nulas simpatias para com o ideario nacionalista.

O apoio popular que em todo tempo recibirom persoas, instituçons e proxectos de inspiraçom galeguista desminte tal alheamento. Ángel Casal é um exemplo destacado, entre outros muitos cujos nomes pouco o nada diram ao leitor (Bernardino Varela, Fernando Blanco, Manuel Lemos, Benito Ferreiro...) do galeguismo que latita no comum da cidadania local a miudo ensombrecido e silenciado pola balburdia de umha elite social empoleirada nos ramos privilegiados do Poder, a Economia e a Burocracia estatal, muito numerosa na Cidade. Na Irmandade da Fala inícia Ángel Casal a sua formatura e actividade nacionalista em estreita colaboraçom e camaradagem com os antes citados mais outros que por haver usado da escrita no boletim social alcançarom algumha maior notoriedade como Federico Zamora, Xavier Pardo, Víctor Casas, Francisco Abelaira, Jacobe Casal... Numerosa família que arroupa Ángel, que nela se sinte cordialmente integrado. Difícil aceitar que num ermo estéril (hostil) prolifere tanto manto verdegal de galeguismo.

Calculo que a profissom editorial que Casal inicia em sociedade com Leandro Carré em Lar e continuada despois do rompimento social, por motivos puramente económicos, com Nós, onde chegaria ao audacioso intento de fundar um diário vespertino El Momento que havia de ser dirigido por Antonio Villar Ponte, do que houve de desistir-se aos poucos números também agora por penúria económica, ha de ser a mais socorrida por quantos agora lhe rendam homenagem de lembrança, especialmente durante a sua aitividade em Compostela. É por isso que eu trato de focar a minha mirada em outro Casal menos conhecido: o Casal pedagogo.

A semente deitada por Joham Vicente Viqueira no fecundo terreo irmandinho prendeu com inusitado vizo e marcadamente nos mais jovens. Na mente de Ángel Casal rebuliam sobranceiras as ideias do ilustre pensador referidas à Escola Galega, assim concebiu o audaz intento de criaçom das Escolas do Ensino Galego que se foi secundado por todos os camaradas com adesom calurosa nom ha dúvida algumha que dele partiu o impulso inicial e ele foi o principal promotor e organizador. Um mes antes da instauraçom em Espanha da ditadura de dom Miguel Primo de Rivera, -que nom se mostrou tam agressivo para com as culturas nom castelhanas como anos depois o General Franco e os secuaces servidores de um nazismo espanhol que nom necessitou esperar polo exemplo hitleriano por contar com próprio avoengo e que ainda hoje pula por reagir baixo transparente disfarce democrático-, forom redigidas e publicadas umhas «Bases das Escolas do Insino Galego» de autoria quase esclusiva de Ángel Casal. Segundo a Base 4ª: «A Irmandade da Fala da Cruña comprométese a ceder gratuitamente um espacioso local para o funcionamento da primeira Escola», e a Base 8ª estipula que o ensino será gratuito assim como os livros e demais material preciso. Logrado o número suficiente de sócios protectores, reclamados pola Base 3ª para sufragar os gastos começa a actuar a primeira Escola em Abril do ano seguinte tras oito meses de gestaçom. Ángel Casal é nomeado Director e os alunos ocupam uns «pupitres» que nom custarom mais que o valor da madeira que os carpinteiros nada quiseram cobrar por um trabalho que beneficiava à comunidade em que eles próprios estavam interessados. Sem apoio de Poderes públicos, intelectuais, nem políticos em breve tempo se vé realizado um proxecto mercede ao esforço e colaboraçom do povo ilustrado e artesanal. Salutar exemplo a ter presente nos dias de hoje.

Foi em aquela Escola e as horas em que as liçons davam fim onde eu tive asiduo trato com Ángel Casal que sempre optimista conseguia ladear qualquer obstáculo que lhe entorpecesse um labor que estava seguro renderia frutos compensadores de todo sacrifício. Darei-lhe a palavra: «Istes tempos non son tempos de trunfo, son tempos de loita; de loita individual e en todol-os terreos: no trabalho, no café, na rúa... contra un e contra todos (...) E como a nosa xeración non será a que vexa brilar con todo o esplendore a estrela que nos guia, é indispensabre, para que o noso traballo non sexa interrompido, cuidal-a educación dos que veñan».

Depois, durante a sua vecinhança em Compostela, a nossa relaçom persoal foi mais esparcejada reducindo-se a epistolar. Como continuava recebindo-se na Corunha correspondência e petiçons de livros á Editorial, eu fiquei ao cuidado de trasladar-lhe o correio ao novo endereço sem que apenas outro tema apareça nos cartóns postais que intercambiavamos.

Se todo artista se valora pola sua obra também todo educador ha de valorar-se polos seus discípulos. De Casal conhecim vários que dam fé das excelentes dotes educativas do seu mestre; mas entre todos merece-me especial mençom Pedro Galán Calvete. Nom teria mais de dez ou doce anos quando o professor dou-mo a conhecer como o rapaz mais inteligente de quantos passaram polas suas aulas. Éra-o certamente, como pudem comprobar no tempo em que as nossas vidas correrom unidas polo afecto e a comunhom de ideais. Oito anos mais velho sentim por eles esse amor do irmao mais velho para o mais pequeno. Foi o discípulo máis adicto e fiel seguidor do exemplo e liçons do Mestre que um educador pode apetecer. Na flor da adolescência foi a primeira vítima sofrida pola Mocedade Nacionalista da Corunha (depois seguiriam-lhe Jenaro Ruano, Leandrinho Carré (Fausto Brand), Joan António Suárez, Carlos Fontela...) abatido pola mesma sanha nazista que pouco despois segaría a vida do Mestre.

Ja nom haverá mestres de galeguismo tam adicados como Ángel Casal; mas há por ventura discípulos: futuro esperanzador que faz que no triste ocaso da minha ja inútil existência ainda sinta alegria de viver.

Jenaro Marinhas del Valle (En VV: AA., «Ánxel Casal Editor e galeguista», Suplemento, A Nosa Terra Nº 700, 16-11-1995, p.4.)



Rapazes das escolas, no adro de Santo André, na Crunha, c.a.1926; a rapaza é Manolinha Somoza, neste grupo tem que estar Leandrinho Carré e os irmaos Galán Calvete (foto no livro de Carlos Sixirei Alfredo Somoza, Sada: O Castro, 1987)





«De cânones e canões»: Uma velha Galescola. «As Escolas do Ensinho Galego» (II)
Sexta, 30 Junho 2006 (10:08)







Para VOGAL, obviamente

Por Ernesto Vázquez Souza

«Istes tempos non son tempos de trunfo, son tempos de loita; de loita individual e en todol-os terreos: no trabalho, no café, na rúa... contra un e contra todos (...) E como a nosa xeración non será a que vexa brilar con todo o esplendore a estrela que nos guia, é indispensabre, para que o noso traballo non sexa interrompido, cuidal-a educación dos que veñan.» (Ánxel Casal, A Nosa Terra, 203, 25-7-1924 )

[+...]

A ausência da alfabetização na própria língua (que todos os galegos temos padecido) tem uns efeitos devastadores. Para além da destruição programada da nossa língua e/ou nacionalidade, afecta a capacidade das pessoas para construirmos com maturidade a curto e meio prazo o nosso pensamento oral e escrito. A longo, reduz as possibilidades de integração e relação dos adultos em todos os elementos conformadores de uma sociedade plena.

Privar um homem ou uma mulher das possibilidades de se exprimirem como adultos dentro do arco lógico que lhes é adequado e rendível por tradição e jeito de enxergar o mundo, é uma brutal mostra de barbárie, crueldade e intolerância. Esta reivindicação tão simples é a mais antiga e ainda continua a ser a mais pressente.

A preocupação por uma escola galega vem de longe, acompanha toda a história do galeguismo e ainda se manifesta em experiências pontuais de galeguização escolar rural e urbana a meados e fins do XIX. Será, mais uma vez, com as Irmandades da Fala, que se elaborem planos e programas concretos que recolhem os trabalhos teóricos de Porteiro Garea, Lois Peña Novo, Victoriano Taibo, Vicente Risco e fundamentalmente (como já destacaram Suso Torres Regueiro e António Gil) J.V. Viqueira, que sentariam as bases e linhas gerais para uma reorganização do ensino desde perspectivas modernas e galeguizadoras.

No número 5, 25 de Dezembro de 1916, de A Nosa Terra aparecia um artigo da mais raivosa actualidade: «Pol-as escolas galegas», assinado por L. de Sergude que, entre outras cousas, declarava:

«Os nenos das nosas aldeas e vilas falan galego: fálano enxebremente, e nos seus beizos de anxeliños é unha música a dozura d'ista nosa fala melosiña. Pro cando chegan a teren seis ou sete anos, á estes nosos neniños ridentes e falangueiros mándannos á escola pra que adeprendan á lér. [...] Os mestres, [...] desconecen a nosa fala, dispréciana, aborrécena, e fan que os nenos, que por eles se guian, vayan pouco á pouco esquecéndoa, mirándoa coma un lenguaxe dispreciabre.

Nista mais que en cousa ningunha poñen tino os escolantes; e cóidanse moito de que os malpocadiños nenos non falen nin tan siquera antre eles na lingua que as suas nais lles ensinaron, na bendita lingua da nosa terra.

E os nosos bós neniños de hoxe serán mañán homes que afeitos a ouil-o mestre primeiro, despois escoitando o que din da nosa fala xentes que soilo conecen o galego adulteirado pol-a mistura da pronuncia castelá, coidarán que en verdade a fala da terra galega é pouco grata, é burda e dispreciabre.

Isto hai que evitalo. Hai que facer porque os nenos que falen galego ao chegaren a escola, sigan nela, [...] adeprendendo e perfeizoando a fala propia, lendo os esquirtores e poetas galegos, espertando, en fin, na sua yalma a redentora ideia da persoalidade da raza.

Os mestres nados nesta terra aldraxada e escarnecida de cotio poden e deben pór ao servizo da Pátrea o seu corazón de homes e a sua intelixencia d'encamiñadores da xuventude. E se por encuanto non podemos facer que en todal-as escolas púbricas sexan galegos os mestres, entendo que os bós fillos da Galicia que loitando pol-a vida en terras de alenmar teñen a saudosa lembranza da Pátria befada pol-os que se chaman seus hirmáns, e nela sosteñen escolas, poden facer moito no senso de rexurdimento galego.

O ben de Galicia recrámao. Que os pobos que non teñen un alma desperta, viva, latexante, disparecerán decontado da terra. E a yalma dos pobos é a sua fala.»
No número seguinte, 5 de Janeiro de 1917, Victoriano Taibo, mestre, insiste no tema num artigo intitulado «A fala no enseño»:
«¿n'é de xustiza pedire, inda mais, esixire, qu'os mestres d'escola en Galicia, sexan gallegos pra poderen darlle o enseño en gallego, sen esquecer o castelán, millor dito, espricando o castelán valéndose do gallego, ós neniños? Estes non adeprenderán eisi ben o que d'outra maneira adeprenden cativamente?»
Também, num relatório sobre a necessidade do uso do galego em diferentes âmbitos sociais (burocracia, justiça, religião, banca, medicina) do ponto de vista de destacados profissionais de cada um deles (Gil Casares, Porteiro...), o mestre Enrique Castiñeiras Díaz aborda deste jeito tão direito o problema do ensino («Falan autoridades na materia. Cousas que non temos d'esquencere», A Nosa Terra, 8, 25-1-1917):
«A imposición da escola primaria castelana, é un atentado continuo ó dereito dos nosos fillos; pónos en situación d'humillante inferioridade, e fai, pouco menos que imposibre, a percisa compenetración antre a escola y-a familia. Termen d'isto os nobres patriotas das Sociedades d'Instrución d'América.»
Johan Vicente Viqueira, formado na Institución Libre de Enseñanza e que acabava de ingressar na Irmandade crunhesa, será a figura que dedicará mais páginas á problemática do ensino, do galego e da sua escrita. Viqueira destacava (substitua-se a raça por nação da retórica da época) numa série de artigos para ANT:
«¡Qué magoa para un galego enxebre, europeio moderno, cando considera o estado do seu povo! O mundo enteiro parece decirlle: 'non, vós non sodes, pouco a pouco ides morrendo!; il sabe que isto non é certo, que aínda latexan as vellas virtudes nos espritos galeicos que farán unha grande Galicia; quixera espertalas, busca a parola meiga, en'atopa! [...]

Non esquezamos que un meio poderosísimo para o espertar da raza é a escola. Aún debemos pôr os nosos esforzos na creazón d'unha escola galega. Como esta escola ha de corresponder â sua outísima misión non ten de limitarse â autual de escreber, lêr e contar. -Seus fins son mais elevados!- Sua aspirazón dirígese a facer germolar todo canto hay de bô na nosa raza. Surgirá d'ela novamente o vello carácter celta, audaz, forte, romántico, sen quixotismos nen baixezas, equilibrado. Â escola pedimoslle a raza en toda sua integridade: mulleres, homes da nosa raza para loitar, para vencer n'a inmensa loita da vida. Seja logo a escola o lar da Galicia. E que todo desde o lêr até o insino mais alto fágase pensando que o saber soio val cando é saber paea a vida, lembrándonos da nosa raza e dos seus fins da humanidade. [...]

Quixera eu ainda que a escola fixeses mais. Quixera ver n'ela o centro cultural dos campos e das pequenas vilas. N'ela deben fundarse bibliotecas, no posible circulantes; n'ela deben organizarse conferências sobr'os problemas do momento, agrícolas e económicas. [...] (S.(sic) V. Viqueira, «A nosa escola», A Nosa Terra, 28-29, 30-8-1917).
O qual continuaria, destacando conteúdos, matérias de estudo, e algumas guias (destacados nossos):
«A educación estética da infancia e a sua educación linguística requiren que levemos â escola a poesia, en geral a literatura popular ou cuase popular, é a cántiga popular. Sería un traballo interesante facer unha antologia literaria e musical literaria galega para a nosa escola que permitira realizar o proyeito que expoño. Estéticamente nada pode producir un efeuto máis grande que o arte nado da y-alma do povo; linguísticamente un galego puro e belo depuraria a fala actual. [...]

Condición indispensable para o denantes exposto é que o mestre en Galicia seipa galego e isto non abranguerase verdadeiramente sinón exigíndollo nas oposicións como unha materia do cuestionario e creando cadeiras de língua e literatura galega nas escolas normaes. [...]

Non podo pretender que meu plan lévese â practica inmediata e totalmente. Precisamos ir facendo ensaios escollendo as localidades e a ocasión. Hay oje mestres que saben o galego e hay escolas normaes en que a introducción do seu ensino non se hacharia difícil. Lembrémonos ademais que existen en Galicia moitas escolas privadas, que non son do Estado, (un dos fenómenos mais interesantes da nosa vida educacional) e que n'estas encontraríamos un bon terreo para o galeguismo. Fai falla eiquí, como en todo traballo renovador, tacto, constancia e entusiasmo. (J.V. Viqueira, «O galego na escola», A Nosa Terra, 30-12-1917)


A formulação mais completa do ideário de Viqueira recolherá-se na palestra «Nosos problemas educativos», publicada como folhetim em ANT desde 30 de Março de 1918. Nela, duma perspectiva ampla, recolhem-se as demandas sobre um ensino galego integral, destacam-se os conteúdos desde a escola primária à universidade, a educação da mulher, a reforma ortográfica, a necessidade do ensino do galego-português (sic) dentro de uma perspectiva laica, iberista e republicana.

Nesta linha, no fundamental manifesto, assinado pola directiva da Irmandade crunhesa, «As Irmandades da Fala aos Galegos Residentes n-as Américas» (A Crunha, Julho do 1918), nos 4 primeiros pontos da «Seición de Cultura e Fala», declara-se (destacados nossos):


1º Formar e millorar unha biblioteca fundamentalmente galega.

2º Crear unha cátedra de galego.

3º Divulgar e fixar o galego imprentando diccionarios, gramáticas, cartillas de leises pr'os labregos, en xeneral, libros galegos.



4º Traballar pol-o enseño, formando un plan pedagóxico pr'a educación galeguista da nosa terra.

5º Pôrse en realcios co-as sociedades culturaes creadas oil-a colonia galega n-as Américas, pra orientálas armonicamente n-un senso máis galeguista.



6º Conquerir unha Editorial galega.

7º O intertroque côs centros culturaes de Portugal.»


Com as Irmandades arrastadas no projecto político (eleições a Cortes de 1918 e 1919 e municipais de 1920) e editorial (El Noroeste, Terra a Nosa, Bibrioteca galeguista 1918-19) o aspecto educativo ficará num segundo termo até os anos vinte, continuando nas páginas de ANT e depois em Nós o labor de denúncia e teorização.

Nos números 6 e 7 (Agosto e Outubro 1921) do Boletín Nós V. Risco expõe o «Plan Pedagóxico pr'a Galeguización das Escolas» («Sacado d'un traballo inédito, encomendado ó autor pol-a III Asambreia Nazonalista Galega tida fai pouco en Vigo»). Este plano, de influencias francesas e alemãs, desenvolve sete epígrafes de maneira teórica: I. O Edificio escolar, II. A Escola por adentro, III. A vida n-a Escola, IV. O Escolante, V. Os métodos d'enseño, VI. O galego n-a Escola, VII. O enseño d-as cousas da Terra.

A estética e condições do edifício escolar parecer ser tema da maior importância, integra-se no coerente discurso das Irmandades para deter a degeneração da arquitectura popular e a da paisagem, facto que já destacariam anteriormente Antón Vilar Ponte, Porteiro, o próprio Viqueira e até o Manifesto ao Povo Galego, saído da Assembleia de Lugo (o 18 de Novembro 1918):
«VII.- Aspectos artísticos

1ª proclamar a soberania estética da Nazón galega que se exercerá:

a)Sobor as costruciós urbanas e ruraes, ditándose unha lei que obrigue aos propietarios a axeitare o estilo das suas construcióss ó estilo xeneral de cada vila galega.

b)Na expropiación de moimentos i paisaxes

c)Na organización do enseño artístico, con creación d-unha escola musical galega.»
Para além destas e outras modernidades daquele princípio de século que hoje apenas apontamos, para Risco, além da importância emblemática da arquitectura escolar, a disposição da aula forma parte das «Condiciós educativas»:

«Compre atender d'un xeito moi especial ó efeuto qu'a contempración da casa-escola ha causar no esprito dos nenos. A escola non debe endexamais sacar os nenos do seu médeo natural.

O neno pol-o tanto non se deb'atopar diante d'un edificio ostentoso, onde somella que ll'han dar d'esmola o enseño y-a educación. A escola debe ser cousa familiar ós rapaces, que non choque c'os seus costumes, c'o que están afeitos a ollar na aldeia ou na vila: unha casa que imitándose ás casas ond'iles viven, sexa ó tempo mais crara, mais sana, mais leda, mais garimosa, que lles poda servir d'eixempro de curiosidade e de bó goberno, eixempro fácile d'imitaren, xa que lles ha mostrar coma se pode vivir con limpeza e comodidade sen ser rico nen ter un pazo fantasioso. […]

Sexa a escola unha casa d'aspeuto modesto, pro artísteco, e com'en Suiza y-Alemaña, do estilo do País.»


Para Risco a escola deve prescindir de todo aparato académico, eliminar os objectos tradicionais da sala de aulas: as tarimas, as mesas-bancos e substituí-los por «Unha sala amplia, crara, limpa e leda onde o escolante estea á beira dos rapaces, sentado cabo deles. As paredes da aula deberían estar cubertas de cadros ou mellor de pinturas muraes que 'deben repersentar cousas da nosa Terra' com plantas e flores adornando as salas de aula.»

Para Risco a missão educativa da escola basea-se no «respeito á personalidade dos nenos» e no contacto mais intenso «coa santa Terra galega». Para isto há que educar moral e socialmente o miúdo. Para isto recolhe as ideias do ginásio austríaco de educação na natureza e a teoria da educação (exploradores) baseada no jogo concebido como «un exercicio preparatorio de todal-as autivides do home» e para isto «o folk-lore galego ofrécenos un verdadeiro tesouro de xogos educativos».

Risco predica um ensino no qual, como Viqueira, quando menos, não se proíba aos rapazes falar em galego e se tenda a unha explicação razoada do castelhano partindo de exemplos galegos, o mesmo que se conheça e estude a língua e literatura do país integrada noutras disciplinas e artes, destacadamente a música e a cántiga popular . Para ele um:
«enseño verdadeiramente galego debe comprender: Xeografía de Galiza. - Estoria de Galiza e vidas de Galegos ilustres - Língoa e literatura galega - Arte galega - Ciencias e disciprinas práuticas(agricultura, endustreas, labores, traballos manuás, etc), con apricazóns á nosa Terra.»
(p.12)
O modelo de Risco, ainda que revela o conhecimento e leituras do autor, não passará de ser umas formulações teóricas fascinadoras (tirando ferro às admirações e as sérias contradições internas da figura do grande e complexo vulto galeguista).

Penso, porém, que Risco e Viqueira, sintetizam muito bem a modernidade do projecto escolar galeguista dentro do que o Estado permitir. A equação educação/galego só tem uma resposta possível. À que chegou VOGAL. A que promoverá entre 1924 e 1931 a IF da Crunha. Dado que como o próprio Risco comentará anos mais tarde (destacado meu):


«Aló no ano 1921, por encárrego do Direitorio das Irmandades, fixera eu o esquema d'un plan pr'a galeguización das escolas que foi aprobado pol-a III Asambreia Nacionalista Galega, tida en Vigo por abril d'aquil ano, e pubricado nos números 6 e 7 do boletín «Nós» […] Coma queira qu'a libertade da cátedra estalle interdita ao Magisterio oficial, os escolantes do Estado non poden, anque quixeran, introducir novedades en senso galeguista. Pol-o tanto, hoxe por hoxe, onde se pode traballar unicamente é nas escolas particulares. […] Agora quer emprender algo d'isto a Irmandade da Fala da Cruña: libriños elementais de geografía e historia de Galicia, gramática, vocabulario castelán-galego, etc. Iniciativa loubábele, á que todol-os bos galegos deben ajudar.»

(RISCO, Vicente, «A galeguización da Escola», A Fouce, 29, 1-3-1931.)





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