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1. introduçÃo a conservação dos recursos naturais representa um dos maiores desafios deste final de século, em função do elevado nível de perturbações antrópicas dos ecossistemas


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1. INTRODUÇÃO
A conservação dos recursos naturais representa um dos maiores desafios deste final de século, em função do elevado nível de perturbações antrópicas dos ecossistemas. Uma das principais conseqüências dessas perturbações é a fragmentação de ecossistemas florestais (ALMEIDA, 2010). No Brasil pode-se considerar a ocorrência dos seguintes biomas: a Floresta pluvial (Amazônica e Atlântica), a Floresta temperada quente, a Floresta estacional (Semidecidual e Decidual), o Cerrado, a Caatinga, os Campos e o Pantanal, sendo que a localização geográfica destes biomas, segundo (WALTER, 1993), é condicionada, predominantemente, por fatores climáticos e edáficos.

O Bioma Mata Atlântica, reconhecido como o mais descaracterizado dos biomas brasileiros, abrigou os primeiros e principais episódios da colonização e ciclos de desenvolvimento do país. Mesmo assim, suas reduzidas formações vegetais remanescentes abrigam ainda uma biodiversidade impar, assumindo uma importância primordial para o país, além dos inúmeros benefícios ambientais oferecidos. A expansão antrópica tem intensificado as pressões sobre áreas com florestas naturais que, muito freqüentemente, não resistem à rápida ampliação da fronteira agrícola e da ocupação urbana. Entretanto, têm crescido, também, as preocupações com a qualidade de vida e o balanço entre áreas vegetadas e áreas intensamente povoadas (OLIVEIRA, 1999).

Os efeitos da fragmentação florestal têm sido avaliados por meio de medidas das características biofísicas de um fragmento, visando indicar a integridade da floresta sob os aspectos estrutural e funcional (GASCON et al. 2001). Para uma melhor obtenção destas características, se faz necessária a realização do inventário florestal que consiste em uma técnica apurada para a estimativa da produção florestal em diferentes níveis de detalhamento e em diferentes pontos no tempo (SOARES, 2006).

Para HUSCH et al.(1993), os inventários florestais “são procedimentos para obter informações sobre qualidades e quantidades dos recursos florestais e de muitas características das áreas sobre as quais as árvores estão crescendo”.

Inserido nestes procedimentos de inventário a fitossociologia vem como uma ferramenta essencial para as análises de estrutura horizontal (abundância, freqüência e dominância), estrutura vertical (posição sociológica e regeneração natural), estrutura dendrométrica (diâmetro médio, área basal e volume) e florística das áreas vegetadas a serem inventariadas (MEUNIER, 2001).

Atrelado a estes estudos, o geoprocessamento vem se tornando comumente utilizado nas atividades de planejamento e monitoramento florestal, devido a sua interdisciplinaridade nos diversos tipos de análise do uso da terra no decorrer do tempo, possibilitando avaliar as mudanças ocorridas na paisagem.

No geoprocessamento os procedimentos podem ser facilitados com o uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), geralmente são utilizados como planos de informação que servem como banco de dados georeferenciados e auxiliam no planejamento e monitoramento de redes viárias, redes de drenagem e informações sobre a estrutura e produção das florestas inventariadas. Auxiliando numa análise complexa dos diversos fatores ambientais.

Sendo assim para um manejo sustentável efetivo existe a necessidade de desenvolvimento de sistemas de manejo adequados às florestas, sendo necessários conhecimentos de suas características biológicas e ecológicas, que possibilitem um bom manejo sob bases sustentáveis ambiental, econômica e social (FERREIRA, 1997).

Nesse contexto, o Fragmento de Mata Atlântica localizado na cidade do Recife-PE, denominado de Jardim Botânico do Recife pelo decreto municipal nº 11.341/79 e posteriormente enquadrado na condição de Unidade de Conservação Municipal pela lei nº 16.176/96. Apresenta atualmente em seu quadro ambiental sérios problemas de pressão antrópica em sua área, devido a intervenção das atividades humanas que constantemente vem ocasionando a degradação acentuada de seus recursos naturais, suas potencialidades ecológicas, econômicas e sociais, prejudicando de forma direta e indireta na dinâmica e composição da sua vegetação.

De fronte a problemática mencionada, o referente estudo vem com a proposta de criar um banco de dados com informações voltadas a Florística e Fitossociológia da área, que possibilitarão no monitoramento e enriquecimento destas informações, ao longo do tempo e espaço, por intermédio de um Sistema de Informações Geográficas.



2. Objetivo geral

Produzir informações científicas sobre o Jardim Botânico do Recife, por meio de Levantamento Fitossociológico, Modelo de Elevação Digital e criação de um Banco de Dados utilizando técnica do geoprocessamento.

2.1 Objetivos específicos

As atividades realizadas no período do estágio ostentaram os seguintes objetivos:





  • Levantamento Fitossociológico;




  • Levantamento Florístico;




  • Criação do banco de dados no SIG, SPRING 5.1.3;




  • Modelo de Elevação Digital;

4. Desenvolvimento



4.1. Área de estudo

O Jardim Botânico do Recife (JBR) foi criado no ano de 1960, a partir da reformulação do Parque Zoobotânico do Curado, que fazia parte da Mata do antigo Instituto de Pesquisa Agropecuária do Nordeste – IPEANE (Figura 1). É um testemunho vivo da biodiversidade da Mata Atlântica, que junto à restinga e os manguezais, cobria o sítio original do Recife. As várias realizações nas áreas de pesquisa científica, conservação e educação ambiental, possibilitaram a admissão do JBR na Rede Brasileira de Jardins Botânicos, RBJB, e, por intermédio dessa, na Botanic Gardens Conservation Internacional, BGCI. Ocupando uma área de 10,7ha, o Jardim Botânico compõe uma parte da Unidade de Conservação Municipal denominada Matas do Curado, uma área de 113,6ha pertencentes, em sua maioria, ao patrimônio do Exército e suas coordenadas geográficas são: 08º 04´ latitudes sul e 34º 55´ longitude oeste e a 20 m abaixo do nível do mar (GESTÃO AMBIENTAL DO RECIFE, 2010).

4.1.1- Clima
De acordo com a classificação de Köppen, é do tipo AS´, ou seja clima tropical chuvoso, com verão seco e estação chuvosa adiantada para o outono, antes do inverno ( JACOMINE et al. 1973). A precipitação média anual é de 1.651mm/ano e temperatura média anual de 25º C. (PCR, 2003).
4.1.2 Hidrografia

Conforme a Prefeitura da Cidade do Recife (2000), a área de estudo está inserida na bacia hidrográfica do Rio Tejipió, que possui uma área de 93,2 Km2, estando localizada na Região Metropolitana do Recife.


4.1.3 Solo

Observa-se a predominância de argissolos vermelhos amarelos distróficos (EMBRAPA, 2010).


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